Senado dos EUA aprova financiamento para governo Trump após caos nos aeroportos, mas com restrições
Aeroporto de Atlanta amanhece com longas filas em meio a caos aéreo nos EUA O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (27) a maior parte do financi...
Aeroporto de Atlanta amanhece com longas filas em meio a caos aéreo nos EUA O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (27) a maior parte do financiamento para o Departamento de Segurança Interna. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O projeto de orçamento do departamento estava bloqueado há um mês devido a um impasse entre os partidos Democrata e Republicano, e causou caos nos aeroportos pelo país. Insatisfeitos com operações do Serviço de Alfândega e Imigração (ICE) pelo país e a postura de seus agentes, parlamentares democratas conseguiram congelar as verbas destinadas ao setor em votações no Congresso. Passageiros esperam em fila de controle de segurança do lado de fora do aeroporto internacional de Atlanta por falta de pessoal, em 23 de março de 2026. Emilie Megnien/ AP Com isso, muitos funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA), órgão governamental dos EUA responsável pela segurança em aeroportos e voos comerciais, pararam de trabalhar porque não estavam recebendo salários. A paralisação gerou grandes filas nos principais aeroportos (veja acima). O projeto de lei que passou no Senado nesta sexta financia boa parte dos setores administrativos que pertencem ao Departamento de Segurança Interna, como a TSA e a Guarda Costeira dos EUA, mas ainda retém fundos do ICE e de parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Agora, o texto vai para a Câmara dos Representantes dos EUA, onde terá que passar por nova votação. "Este acordo financia a TSA, a Guarda Costeira, a FEMA, a CISA, fortalece a segurança na fronteira e nos portos de entrada e mantém a América segura. Os democratas mantiveram-se firmes na oposição à ideia de que a milícia desonesta e mortal de Donald Trump não deve receber mais financiamento sem reformas sérias", disse o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, em um comunicado. Agentes do ICE, a agência de imigração e alfândega dos EUA, chegam ao aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, para ajudar no controle de segurança, em 23 de março de 2026. Ryan Murphy/ AP No começo desta semana, após o caos em vários estados, o governo federal enviou agentes do ICE para patrulhar os aeroportos, ajudar no controle de passaporte e monitoramento de bagagens. O Departamento de Segurança Interna afirmou à agência de notícias Reuters que os agentes já foram enviados para 14 aeroportos, incluindo Atlanta, JFK em Nova York, Cleveland, Pittsburgh, Phoenix e Fort Myers. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os agentes do ICE não usarão máscaras no aeroporto, ao contrário do que fazem em operações nas ruas em buscas de imigrantes. Trump afirmou ainda que, se os agentes do ICE destacados não forem suficientes, ele também enviará a Guarda Nacional a aeroportos. Por que aeroportos nos EUA enfrentam caos — e o que decisão de Trump de enviar ICE tem a ver com isso Exigência dos democratas Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os democratas exigem uma série de mudanças políticas dentro do projeto de orçamento do ICE, entre elas: A exigência de que os agentes do ICE obtenham um mandado judicial antes de entrar à força em residências; Eles também buscam exigir que os agentes usem informações de identificação em seus uniformes e proibir o uso de máscaras. "O povo americano já não aguenta mais essa agência descontrolada. Precisamos controlá-la. E estamos negociando agora como fazer isso", disse a senadora Patty Murray, principal democrata na Comissão de Orçamento do Senado. O governo Trump afirma já ter concordado com diversas mudanças, incluindo: O uso ampliado de câmeras corporais, com exceção para operações secretas; A limitação das atividades de fiscalização civil em locais sensíveis, como hospitais, escolas e locais de culto. Os republicanos também observam que Trump demitiu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e colocou Tom Homan no comando das operações em Minneapolis. As mudanças, segundo eles, demonstram a intenção do governo de promover mudanças nas operações do ICE.