Irã rejeita plano de paz dos EUA, apresenta contraproposta e diz que 'Trump não vai ser quem ditará o fim da guerra'
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, e...
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026. Evan Vucci/Reuters O Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) a proposta de paz apresentada pelo governo dos Estados Unidos e apresentou sua própria contraproposta, segundo a estatal iraniana Press TV. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Teerã confirmou ter recebido a proposta, mas chamou o plano de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano. "O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV. O que diz a contraproposta Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem: A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo". O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada. O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra. O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região. O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz. Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada poucos dias antes do ataque de EUA e Israel ao país Veja os vídeos que estão em alta no g1 Proposta dos EUA: plano de paz com 15 pontos O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares; a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos; a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow; o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah; a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.